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Reitor aos graduados em Tete: “TÍTULO ACADÉMICO NÃO É UMA LICENÇA PARA O BEM-ESTAR PESSOAL, MAS UM MANDATO PARA SERVIR”

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Reitor aos graduados em Tete: “TÍTULO ACADÉMICO NÃO É UMA LICENÇA PARA O BEM-ESTAR PESSOAL, MAS UM MANDATO PARA SERVIR”

O Professor Doutor Padre Filipe Sungo, Reitor da Universidade Católica de Moçambique (UCM), lançou esta advertência no sábado, 29 de Agosto, durante a cerimónia de graduação de 421 estudantes de diferentes níveis e cursos ministrados pela Faculdade de Gestão de Recursos Naturais e Mineralogia (FAGRENM) e pelo Instituto de Educação à Distância (IED) em Tete.

Antes do acto da outorga de graus, a comunidade académica participou numa celebração eucarística presidida pelo Bispo da Diocese de Tete, Sua Excelência Reverendíssima Dom Diamantino Antunes, concelebraram vários sacerdotes. Em sua homilia, o prelado lembrou aos graduados que, as felicitações que recebem pela graduação também trazem uma responsabilidade – a de colocar o conhecimento adquirido ao serviço do próximo e do mundo. E reforçou – “Que o saber não sirva apenas para conseguir uma vida de bem-estar material, mas também para ajudar o próximo”. Independentemente do lugar em que cada um se encontrar, Dom Diamantino destacou que, tudo deve ser feito por amor e com amor.

Falando sobre a graduação, o Magnífico Reitor explicou que, a ocasião não é apenas um acto celebrativo, é, sim, o momento de apresentação à sociedade aquilo que fez com a confiança que lhe foi entregue – os quadros que formou, as competências que assegurou e os valores que procurou cultivar. “Formar bons técnicos é uma obrigação, formar bons profissionais que sejam simultaneamente, bons cidadãos é a nossa ambição” – recordou o dirigente da UCM.

Segundo o Professor Doutor Padre Filipe Sungo, nos próximos anos, o ensino superior terá como desafio central, a qualidade e a actualidade do perfil profissional lançado ao mercado de trabalho. E sendo a província de Tete, região estratégica no domínio dos recursos naturais e da energia, sublinhou que, um país que dispõe de recursos naturais, mas não dispõe de quadros nacionais qualificados arrisca-se a ser espectador da sua própria riqueza.

E é por isso que, a Faculdade de Gestão de Recursos Naturais e Mineralogia tem a responsabilidade de formar, não penas para cumprir uma grelha curricular, mas para garantir que Moçambique tenha capacidade técnica própria de decidir sobre aquilo que lhe pertence, com competência, transparência e sentido de estado, ressaltou o Reitor.

Ainda no seu discurso, explicou que o contexto actual é caracterizado pela interdependência, incerteza e pela precariedade, diante desta situação advertiu os graduados – a formação adquirida na Universidade não será suficiente e o diploma não é um seguro vitalício. E acrescentou, um título académico não é somente uma licença para a construção do bem-estar pessoal, é também um mandato para servir, por isso, devem procurar traduzir a competência em benefício concreto para as comunidades e consequentemente, para o país.

Entre os governantes que testemunharam a cerimónia de graduação, destaque para a Secretária de Estado em Tete, Sua Excelência Cristina de Jesus Mafumo. No seu discurso de ocasião, saudou o elevado número de mulheres que se formam, pediu empatia aos graduados. Abster-se de actos de corrupção foi outro pedido feito pela governante, que também apelou para que cada um coloque seu conhecimento ao serviço da gestão sustentável dos recursos naturais, estando numa província com enorme potencial mineral, energético e agrícola.

Durante a cerimónia, 197 graduados formaram-se na modalidade à distância, para Cristina Mafumo, o ensino à distância é uma prova de que a educação pode chegar a todos independentemente da localização, responsabilidades profissionais, ou familiares, o que contribui para a democratização do acesso ao ensino superior.

Este ano, a Universidade Católica de Moçambique em Tete, graduou 101 mestres e 320 licenciados, na sua maioria mulheres. Na sua mensagem, apresentada pela estudante Marcília de Castro, estes prometeram que o diploma recebido não é o fim de uma caminhada, mas o começo de uma responsabilidade maior, a de servir Moçambique, servir Tete, servir as comunidades com competência, ética e humildade. E levam não apenas o conhecimento técnico, mas, valores incutidos durante o seu percurso na UCM, o respeito pela dignidade humana e o compromisso com a verdade e o serviço ao próximo.

Por: Rogério Maduca Joaquim – Assistente Técnico de Comunicação

Fotos: RP – FRAGRENM


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