FEG promove Simpósio sobre a Encíclica Magnífica Humanitas do Papa Leão XIV
14/10/2026 2026-10-14 12:19FEG promove Simpósio sobre a Encíclica Magnífica Humanitas do Papa Leão XIV
FEG promove Simpósio sobre a Encíclica Magnífica Humanitas do Papa Leão XIV
O Simpósio sobre a recente Carta Encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, decorreu esta Terça-feira, 13 de Outubro, na Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica de Moçambique, com participação de docentes, estudantes e colaboradores.
Discursando na abertura do evento, a Dra. Amina Tingane, Directora Adjunta Pedagógica da Faculdade, explicou que a realização do simpósio representa uma oportunidade importante para o aprofundamento da reflexão académica sobre a dignidade da pessoa humana.
A Pedagógica, lembrou ainda que, a missão da UCM vai além da transmissão de conhecimentos técnicos e científicos, nela, inclui-se a promoção de uma formação integral, assente nos valores humanos, éticos e sociais, capaz de preprarar profissionais e cidadãos comprometidos com o desenvolvimento sustentável e bem-estar das comunidades.
Diante de uma realidade marcada por profundas transformações nas relações sociais e económicas provocadas pela tecnologia e inteligência artificial, a Dra. Amina entende ser necessário questionar – “De que forma o progresso pode contribuir efectivamente para uma sociedade mais justa, inclusiva e humana?”
O simpósio foi constituído por um painel com três oradores, articulando as perspectivas teológica, tecnológica e a socioeconómica. A teológica apresentada pelo Reverendo Padre Dávio do Rosário Faife, a tecnológica pelo Dr. Persson Abrantes e a socioeconómica pelo Dr. Nelson Moda.
Na sua explanação e na perspectiva teológica, o Padre Dávio ressaltou que Cristo é o protótipo do homem, lembrando desta forma que, Ele é uma referência. A ausência desta referência, continua o sacerdote – pode tornar o progresso um perigo, ao reduzir a pessoa num simples dado, uma mera função ou fonte de rendimento.
O Padre Dávio reconheceu que a Inteligência Artificial é uma realidade, mas alerta que o seu uso deve ser cuidado, para não ser um instrumento de destruição.
Na visão tecnológica, Person Abrantes explicou que as instituições de ensino não devem tentar igualar a velocidade da Inteligência Artificial, devem, sim, oferecer o que o digital não pode – tempo partilhado em relações de confiança. E defendeu também a necessidade de uma formação continua na matéria.
A Inteligência Artificial torna a vida do homem mais humana e digna? – Foi com esta questão de reflexão que o docente Persson concluiu a sua apresentação, acrescentando que, o dever ético exige abster-se da síndrome de Babel, rejeitar a idolatria do lucro que sacrifica os fracos e a pretensão de uma linguagem que reduz o mistério da pessoa a meros dados.
O Dr. Nelson Moda, orador do simpósio sobre a Magnífica Humanitas na vertente socioeconómica, também reconheceu as potencialidades da IA, mas alertou com relação ao uso exagerado desta ferramenta, abdicando-se da inteligência natural. Entre as consequências, o orador destacou o atrofiamento mental.
Importa referir que, este foi para a Universidade Católica de Moçambique, um espaço de diálogo, partilha de conhecimentos e reflexão crítica. Foi ainda, uma ocasião oportuna para enriquecer a comunidade académica e de produzir contributos relevantes para a investigação científica e para a sociedade.
Por: Rogério Maduca
Fotos: Isac Bonga
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