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UCM LANÇA EM QUELIMANE MAIS DE 500 PROFISSIONAIS DE DIFERENTES NÍVEIS E ÁREAS DO SABER

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UCM LANÇA EM QUELIMANE MAIS DE 500 PROFISSIONAIS DE DIFERENTES NÍVEIS E ÁREAS DO SABER

Foidurante a 13ª cerimónia de graduação dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas e do seu Instituto de Educação à Distância, que a Universidade Católica de Moçambique (UCM), lançou em Quelimane 576 profissionais de diferentes áreas, nos níveis de licenciatura, mestrado e doutoramento, evento que decorreu no dia 29 de Novembro do ano em curso.

Uma missa presidida pelo Bispo de Quelimane, Sua Excelência Reverendíssima Dom Osório Citora Afonso, antecedeu o acto da outorga de graus. Em sua homilia, o prelado disse que a semelhança de Daniel, os universitários devem interrogar-se e dar a explicação. No entender de Dom Osório, a Universidade é o lugar onde se aprende a arte do discernimento, e a Universidade Católica, diferente das demais instituições do ensino superior, deve ser capaz de acompanhar os jovens no discernimento entre o bem e o mal.

Hoje, mais do que nunca, continuou o bispo, a arte do discernimento é necessária, diante das inúmeras informações, que nem sempre são verdadeiras, há mudanças sociais e tecnológicas incontroláveis devido às redes sociais e a inteligência artificial. Por isso, é necessário que o estudante universitário (o graduado) tenha clareza no discernimento, capaz de fazer o bem.

Após a celebração eucarística, o Magnífico Reitor, Professor Doutor Padre Filipe Sungo, falou da missão da UCM em Quelimane, um lugar onde o conhecimento é um instrumento de transformação social, de compreensão das dinâmicas políticas e económicas, e de combate a todas as formas de exclusão e vulnerabilidade humana.

Entre os 576 graduados, 306 são licenciados, 204 mestres e 5 doutores. Ao grupo, o dirigente da UCM lembrou que, “a vossa formação ocorre num contexto nacional e internacional marcado por desafios complexos: desigualdades persistentes, exclusões estruturais, vulnerabilidades comunitárias e fragilidades institucionais”. Uma realidade que, segundo o Reitor, exigem respostas inovadoras e éticas. 

O Professor Doutor Padre Filipe Sungo, mostrou-se preocupado com a perda de vidas que também tem como vítimas os agentes da Polícia da República de Moçambique, o que no seu entender, é um ataque à estabilidade da ordem pública e à confiança institucional, pilares essenciais para a manutenção do contrato social. Por isso defende a necessidade de se rejeitar de forma veemente a naturalização da morte como elemento quotidiano.

Ainda preocupado com os acontecimentos que marcam o país, o Reitor falou da anulação dos exames da 9ª classe pelo governo, por haver indícios de violação das avaliações. Segundo o Padre Filipe, aquele episódio recorda aos demais actores sociais que, “para ser verdadeiramente transformadora, a educação deve assentar-se em processos justos, transparentes e eticamente robustos”. Para a Universidade Católica, o caso reforça a necessidade de formar profissionais íntegros, defensores de ética pública e promotores de uma cultura de responsabilidade e bem comum, acrescentou o dirigente.

A 13ª graduação da UCM em Qualidade foi testemunhada por membros do governo local, entre eles o Secretário de Estado na província, Sua Excelência Avelino Muchine. No seu discurso de ocasião, o governante reconheceu o contributo da Universidade Católica de Moçambique no desenvolvimento da região, acrescentando que, o compromisso da instituição com a qualidade académica e com a formação humana integral reflecte-se nos diversos sectores onde os graduados da instituição actuam.

Aos graduados, o Secretário de Estado falou nos seguintes termos, “o diploma que recebem não é um fim, mas um começo”. O mesmo lembrou que, a sociedade deposita no grupo muitas expectativas; por isso, devem ser éticos, responsáveis e comprometidos com o bem comum. E concluiu a sua alocução com um apelo aos graduados: “sejam construtores do futuro, iluminando caminhos com sabedoria, ética e responsabilidade”.

Por sua vez, os recém-graduados, representados por Dânia Daniel Ulaia, comprometeram-se em ser ponte onde houver distância; paz onde houver conflito; voz onde houver silêncio e luz, sempre luz, onde houver escuridão.

Refira-se que, além de convidados, amigos familiares dos graduados testemunharam a cerimónia que colocou no mercado de trabalho mais de 500 profissionais, na sua maioria mulheres.

Por: Rogério Maduca Joaquim e Júlia Américo